sábado, 12 de junho de 2010

AMARRAS



SEM AMARRAS

Quem sou?

Ah, eu…

Não sou nada!



Estou entre o céu e a terra

O sorriso e a lágrima.

Sou prisioneira dos extremos

Por estar desprovida de virtualidade.



Não sou mentira nem verdade...!



Busco sonhos com as mãos

Numa voragem de vento errático

Que se eclipsa furtivamente

Numa gruta de transparência obscura.



Sou o princípio da loucura...!



O túnel iluminado que te espreita

Na cegueira horrenda dos morcegos.

Não passo de um bocejo

A despertar dos meus sonhos!



Atravesso campos inóspitos

Em afagos audazes às palavras

Que beijam as tempestades

Sem amarras... Sem amarras...



Não desbarato as minhas lágrimas...!



Sou EU em ti e assim me basto

Por mais que me pese o universo

E as inconsequentes certezas

Daqueles que não me conhecem!



(VÓNY FERREIRA)






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